quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
É possível salvar as bibliotecas em Filadélfia?
António Lobo Antunes critica preço dos livros
Segundo o escritor António Lobo Antunes, os livros em Portugal são "indecentemente caros", referindo que "há países com maior poder de compra onde são muito mais baratos", como Alemanha, Holanda e Noruega. O autor de "Arquipélago da Insónia", publicado este ano e que já vai na sétima edição, falou durante a cerimónia em que recebeu o Prémio Clube Literário do Porto, com um valor pecuniário de 25.000 euros.
Lobo Antunes, de 68 anos, foi apresentado pelo jornalista, comentador e professor Carlos Magno como um autor que "escreve sobre a contemporaneidade como poucos o fazem neste país", fazendo uso de uma "ironia absolutamente a toda a prova". O escritor fez questão de sublinhar que os portugueses vivem mal e os livros são indecentemente caros. Realçou ainda que os governos pouco têm feito pela cultura desde o 25 de Abril de 1974. "Quem tem trabalhado com a cultura são as autarquias e são fundações" como aquela a que está ligado o Clube Literário do Porto, a Fundação Dr. Luís de Araújo, defendeu. Como autor, o que o move é "tentar colocar em palavras o que por definição é impossível contar em palavras, como as emoções ou os impulsos".
O autor frisou que "que quem lê não são as classes altas, é a classe média baixa, como se pode observar nas feiras do livro". O presidente da Fundação Dr. Luís de Araújo, Augusto Morais, ofereceu a Lobo Antunes um elefante prateado, que definiu como sendo "uma provocação à memória" do escritor. O autor de "Memória de Elefante", o seu primeiro livro, lançado em 1979, recordou que ninguém, na altura, queria publicar este livro, que acabou por ser um êxito editorial. Perante uma plateia constituída por várias dezenas de pessoas, entre elas muitos jovens, Lobo Antunes falou sobre a sua experiência enquanto doente com um cancro, dizendo que viveu então "uma mistura de sentimentos" e que passou depois "dois meses sentado numa cadeira, completamente vazio".
O Prémio Clube Literário do Porto tem "um significado muito maior do que um prémio no estrangeiro, por maior nome que o prémio tenha". "É para as pessoas do meu país que eu escrevo", justificou. Esta foi a quarta edição do Prémio Clube Literário do Porto, que nos anos anteriores distinguiu os escritores Mário Cláudio, Armando Baptista Bastos, e Miguel Sousa Tavares.
Fonte: Público (30.12.2008)
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
Árvore de Natal com livros
domingo, 21 de dezembro de 2008
Gates investe em banda larga de bibliotecas
Fonte: Abril.com
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Lançamento da Biblioteca de Livros Digitais
Mais informações vide Público
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Bibliodiversão: os animais e os livros
Temos um macaco que se oferece para para alcançar os livros no cimo das estantes .
Aqui está um gato culto que não dispensa a leitura, nas suas horas de lazer!
Por último, um cão que se revela um assíduo utilizador de bibliotecas!
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Curso de formação sobre Bibliotecas para jovens
Na minha opinião é uma excelente iniciativa , pois o público jovem é aquele que tem uma certa tendência para se afastar da leitura e das bibliotecas. Deste modo, é de extrema utilidade que os bibliotecários aprendam novas técnicas para captar o interesse dos Jovens pelas bibliotecas, demonstrando as suas diversas vantagens . É pena que número de participantes portugueses seja tão reduzido!
Mais informações vide DGLB
domingo, 14 de dezembro de 2008
XVIII Conferência de Literatura Infantil
As línguas que os livros falam” é o tema que irá reunir neste início de semana (15 e 16 de Dezembro -09.30-18.00 h) , na Gulbenkian nomes portugueses conhecidos da literatura infantil.
O evento contará com a presença de: Manuel António Pina, José Jorge Letria, António Torrado, Álvaro Magalhães, Maria Teresa Maia Gonzalez, Ana Luísa Amaral, Luísa Ducla Soares, Luísa Dacosta, Manuela Júdice serão alguns dos escritores presentes. Entre ilustradores e outros profissionais ligados ao universo dos contos para crianças, estarão: Bernardo Carvalho, Luís Henriques, João Paulo Cotrim, Eduardo Filipe, Vicente Ferrer, Nuno Feijão e Fernando Galrito. O ministro da Cultura, José Pinto Ribeiro, dará início aos trabalhos.
A escolha do tema e dos participantes foi de Rita Taborda Duarte, escritora, professora e comissária da conferência, intitulada “Palavra de Trapos: as línguas que os livros falam”, e justifica-a ao PÚBLICO assim: “Quis partir de uma ideia de Umberto Eco, a de que como o acto de contar histórias pode ser ilógico.” A isso juntou a consciência de que “as narrativas fazem parte da constituição do ser humano e têm um papel central na construção de nós próprios”. Depois, quis que todas as linguagens que compõem os livros estivessem presentes. Para isso tentou criar “títulos expressivos para cada painel”. São eles: “Palavras rimadas”, “Palavras de outrora, agora”, “Palavras trocadas” (painéis marcados para segunda-feira); “Palavras pintadas” e “Palavra de bicho” (terça-feira de manhã). No final da conferência, dois workshops vão ensinar como passar “do livro à animação” e explorar “a subversão dos movimentos do corpo e das histórias tradicionais”. Exercícios de transposição de umas linguagens para outras.
A entrada é livre e a comissária sublinhou que as questões a serem abordadas interessam especialmente : “Aos professores, aos educadores e aos leitores. No fundo, a todas as pessoas que se interessam por literatura, e não só por literatura para crianças.
Informações sobre o programa da conferência vide Fundação Calouste Gulbenkian.
Fonte: Público
