Fonte: Público
Fonte: Público
ANTÓNIO, Rafael - Desafios profissionais da gestão documental. Lisboa: Edições Colibri; Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, 2009. ISBN 978-972-772-941-8 .
Prémio Raul Proença Sinopse: "No momento em que a sociedade portuguesa se encontra mais atenta às exigências de transparência, ética e responsabilidade social na gestão pública e privada, este livro vem destacar a importância dos documentos administrativos enquanto evidências de actos e tomadas de decisão. Partindo dos princípios da Ciência Arquivística defende-se uma nova abordagem para a Gestão Documental, enquanto Sistema de Informação, que permite às organizações integrar todo o ciclo de vida dos documentos de arquivo. O estudo sobre os Municípios Portugueses, contemplado neste livro, constitui um dos levantamentos mais exaustivoa até agora realizados cujas conclusões ajudam a melhor comprender a situação actual. A salvaguarda do ecossistema tecnológico, através do maior recurso ao software livre, traduz para o autor uma nova oportunidade económica, organizacional e profissional e a grande alternativa para os profissionais da gestão de informação."
O novo número da EBLIDA News, a newsletter de Janeiro da EBLIDA - European Bureau of Library, Information and Documentation Associations já está disponível on-line.
É de realçar o discurso proferido em Novembro de 2009 por Viviane Reding, então comissária europeia da sociedade de informação e dos media, sobre a conveniência de se estabelecer um regime europeu comum de copyright.
Para efectuar a leitura clique aqui.
Fonte: RCBP
Buffy Hamilton, um bibliotecário de Creekview High School em Canton, Georgia, fez um vídeo , em que coloca uma questão aos estudantes , o que eles pensam que torna uma biblioteca numa biblioteca?
Vale a pena ouvir as resposta, pois dá vontade de ir para as bibliotecas e colocar a mesma questão aos utentes portugueses.
O ministro francês da cultura admitiu que a Google pode ser o veículo para impulsionar a presença do espólio francês na Internet, através de um projecto designado por Gallic, que por agora tem acesso restrito a profissionais. Pelo Gallic, coordenado pela Biblioteca Nacional francesa, tem passado boa parte do esforço de digitalização de livros e outros documentos que França tem vindo a realizar e que, de acordo com dados revelados anteriormente, já mereceu um investimento de 750 milhões de euros.
O Gallic será a base de um novo portal a partir do qual nascerá o candidato a concorrente do Google Books, baseado num modelo idealizado num estudo financiado pelo Governo. As negociações com a Google e outros players podem surgir no sentido de partilhar custos na dispendiosa tarefa de digitalização dos livros, de forma a aumentar o espólio disponível, mas segundo o ministro da cultura francês, apenas se a empresa norte-americana aceitar "jogar pelas regras francesas", disse numa conferência de imprensa. Um acordo com a Google poderia também visar a troca de livros digitalizados pela Google - a maior parte em universidades americanas - por livros e documentos em francês, já digitalizados no âmbito do projecto Gallic.
Fonte: TeKsapo
Fonte: iGOV Local
Como podemos verificar o actual governo continua a não apostar na cultura e as promessas do Engenheiro Sócrates, relativamente a um maior investimento na cultura no seu próximo mandato, não passaram de palavras soltas ao vento.
Fonte: Público
A equipa responsável pelo website da Biblioteca Digital levou-nos aos bastidores, e ficámos a saber todos os segredos daqueles livros imaginários.
As transformações que ocorreram a partir da segunda metade do século XX, com o desenvolvimento das Tecnologias da Informação e Comunicação; o crescimento acelerado da Internet e do número dos seus utilizadores e a explosão de produção documental em suporte electrónico desencadeou a criação de bibliotecas digitais.
A definição mais recente e acessível de biblioteca digital é a seguinte (Leiner, 1998): “ Uma biblioteca digital é a colecção de serviços e a colecção de objectos de informação, sua organização, estrutura e apresentação, que suporta o relacionamento dos utilizadores com os objectos de informação, disponíveis directa ou indirectamente via meio electrónico/digital”.
O que é necessário para construir uma biblioteca digital? Em primeiro lugar, necessita de conteúdo, isto é, material antigo convertido em formato digital ou material novo, já digitalizado. Os passos seguintes assemelham-se ao da biblioteca tradicional: uma organização centrada no utilizador, distribuição e preservação dos recursos informacionais. Algumas das vantagens das bibliotecas digitais são: redução dos custos de aquisição; inexistência de barreiras geográficas e temporais; variedade de formatos de informação; acesso simultâneo de um número infinito de utilizadores; importante papel na preservação dos documentos e facilidade de acesso aos deficientes. Contudo, há que ter em conta que o desenvolvimento das bibliotecas digitais implica a superação de alguns obstáculos que passo a mencionar: a inexistência de infra-estruturas técnicas que suportem o acesso e a difusão dos seus serviços; a complexidade dos sistemas de informação pode conduzir à info-exclusão e o perigo relacionado com os direitos de autor e copyrights. Apesar da biblioteca digital apresentar algumas limitações é de prever que estas sejam superadas a curto prazo. Sendo assim, a biblioteca digital é lato sensu, uma realidade em evolução, pois cada vez mais instituições de renome investem nesta ferramenta de pesquisa. A Comissão Europeia lançou a 20 de Novembro de 2008, a Europeana, a biblioteca digital europeia que conta com dois milhões de objectos digitais (filmes, pinturas, sons, mapas, livros, manuscritos e etc), provenientes de 1000 instituições europeias. A 21 de Abril deste ano, a UNESCO, a Biblioteca do Congresso Americano e a Biblioteca de Alexandria, numa iniciativa conjunta disponibilizaram aos utilizadores a Biblioteca Digital Mundial. A plataforma inclui material cultural único, oriundo de bibliotecas e arquivos de todo o mundo.
Em Portugal, onde o hábito de utilização das bibliotecas é relativamente reduzido e muitos utilizadores apresentam distintas formações culturais e diferentes níveis de competências informáticas, o acesso às bibliotecas digitais constituem um desafio. A intervenção acrescida dos profissionais da informação e a formação de utilizadores constitui a solução para a transmissão de métodos e técnicas de pesquisa, localização, selecção e manipulação dos objectos digitais. Outra questão fulcral que se coloca é a seguinte: como será a relação entre biblioteca tradicional e a biblioteca digital? Penso que as duas coexistirão, porém a biblioteca tradicional terá que enfrentar um grande desafio, responder mais eficazmente às necessidades dos seus utilizadores. Os esforços já começaram, pois a IFLA (International Federation of Library Associations) publicou recentemente recomendações que vêm complementar o Manifesto da UNESCO sobre Bibliotecas Públicas de 1994. Estas recomendações assinalam precisamente o importante papel da biblioteca, no universo digital, em constante mudança.
Concluindo, as iniciativas de implementação e utilização de bibliotecas digitais são essenciais para a disseminação, divulgação da informação em geral e promoção da investigação científica, a nível mundial. Todavia, será necessário instituir uma política conjunta de direitos de autor para que as bibliotecas digitais possam sobreviver legalmente.
Artigo de Cláudia Lopes, publicado na revista Leia SFF